Categorias

Mais recentes

FAZENDA DIGITAL: O PODER DA GESTÃO EM TEMPO REAL

Transforme dados em estratégia e indicadores em tempo real para lucrar mais e reduzir riscos

24 de Fevereiro de 2026

Leia mais

Mais visitados

Quais indicadores você precisa ter em mãos para aumentar a lucratividade da sua fazenda?

Muitas são as anotações feitas a campo. Vários dados coletados a fim de gerar informações e calcular índices produtivos e financeiros, mas é importante estar atento àqueles qu

12 de Maio de 2022

Leia mais
Como utilizar a análise SWOT no planejamento agropecuário

O primeiro passo para um bom planejamento é conhecer muito bem o seu negócio, sua fazenda. Para esse diagnóstico utilizamos a análise SWOT. O termo SWOT é uma sigla oriunda do

20 de Julho de 2022

Leia mais
Solução Completa para Gestão de Fazendas Lucrativas

A pecuária atual não é mais para amadores, o gerenciamento da empresa pecuária é fundamental. Para ser um excelente gestor, o produtor precisa conhecer os principais indicador

26 de Abril de 2022

Leia mais

PECUÁRIA EFICIENTE: MULTIPLIQUE VALOR, NÃO PROBLEMAS

As 4 variáveis que definem o lucro

Em 13 anos de estudos estatísticos sobre resultados de fazendas, vimos que quatro variáveis explicam a maior parte do lucro; em muitos casos, mais de 75% do resultado total. Você pode imaginar que são fatores como qualidade de solo, chuva, localização ou genética. Mas, na prática, o que realmente explica o desempenho é lotação, desembolso/cabeça, ganho médio diário (GMD) e valor de venda. Com o apoio dos brilhantes analistas Luigi Cavalcanti e Fábio Toral, qualificamos o impacto dessas variáveis em cada safra 2013. Foram muitos ciclos pecuários de alta e baixa, mas o segredo do resultado é um só: ganhar peso a baixo custo. 

Por que o GMD supera o preço da arroba?

Os dados mostram de forma clara: quanto maior o GMD, maior o resultado; quanto maior desembolso, menor a rentabilidade. O valor de venda atua positivamente, mas em intensidade muito menor do que o ganho médio diário. Em outras palavras, é o desempenho dos animais e não o preço da @ que sustenta o resultado econômico de uma fazenda. 

Quem é do "boi" sabe que capricho em detalhes como manejo de pastos, qualidade da água e boa apartação de lotes aumenta o ganho de peso sem elevar o custo. Esses cuidados aparecem nas estatísticas. Em praticamente todas as análises, o GMD é o fator mais poderoso na formação da margem. 

Lotação: Consequência, não causa

Dentre as quatro variáveis, uma merece destaque especial: a lotação. Há momentos em que o aumento da lotação impulsiona o resultado, e outros em que dá-se o contrário. Isso ocorro porque lotação é consequência, não causa. Ela deve ser uma conquista e não uma imposição. Crescer o rebanho com custo alto ou sacrificando o GMD é caminhar para trás. 

A sequência lógica: Margem antes de volume

O desafio é criar condições estruturais e gerenciais para aumentar a lotação com eficiência. E isso começa garantindo o desempenho individual. Primeiro, aumenta-se a taxa de desmame, depois o número de matrizes. Primeiro, melhora-se o ganho de peso, depois aumenta-se a lotação. É uma sequência lógica e inegociável: a margem vem antes do volume. 

Crescimento sustentável e capacidade de suporte

A obsessão por números de cabeças pode ser um grande inimigo da rentabilidade. Não se trata de defender fazendas com baixa lotação, mas de priorizar o crescimento sustentável, aquele que respeita a capacidade forrageira e a estratégia de seca. Uma fazenda rentável precisa garantir, no mínimo, 500 kg de matéria seca armazenada por UA antes de pensar em expandir. Em sistemas bem manejados, cada unidade animal pode gerar resultados equivalentes a 3@/ha. 

Por exemplo, uma fazenda com lotação média de 1,5 UA/ha/ano tem potencial para gerar R$ 1.350/ha, cálculo feito com base na arroba a R$ 300. Esse é o potencial, não a média. Se o objetivo é alcançar R$ 2.000/ha, será necessário superar 2 UA/ha, sempre nessa ordem: 1º o GMD; depois, a lotação.

Eficiência é multiplicar valor

O equilíbrio entre ganho e volume é o ponto mais delicado da gestão pecuária. É ele que separa as fazendas que crescem com solidez daquelas que apenas crescem o rebanho. A verdadeira eficiência está em fazer cada animal entregar resultado, e só depois multiplicar o número deles. Dá satisfação ver o rebanho crescer, mas esse é um direito a ser conquistado, não um ponto de partida. Primeiro, é preciso construir margem sólida, pastos equilibrados e GMD consistente para seguirmos rumo às 2, 3 ou 4 UAs/ha. Mas sempre lembrando: crescer sem margem é multiplicar um problema e crescer com eficiência é multiplicar valor.


Autor: Antonio Chaker – Zootecnista e diretor da Inttegra
Publicado pela revista DBO 

13 de Janeiro de 2026

1239

Autor

Inttegra
Inttegra

Título

Publicações Recomendadas

FAZENDA DIGITAL: O PODER DA GESTÃO EM TEMPO REAL

Transforme dados em estratégia e indicadores em tempo real para lucrar mais e reduzir riscos

24 de Fevereiro de 2026

Leia mais
A REVOLUÇÃO DA PECUÁRIA: PORQUE O PROTOCOLO SUPER CRIA REGENERATIVA GARANTE RESULTADOS

Protocolo SCR: triplique a produção e quadruplique o lucro unindo gestão, solo e pessoas na pecuária.

17 de Fevereiro de 2026

Leia mais
SUPER CRIA REGENERATIVA: O MÉTODO PARA ENTREGAR R$ 2.000,00 POR HECTARE NA FASE DA CRIA

Apenas 0,4% das fazendas de cria lucram acima de R$ 2.000/ha. Descubra como entrar nesse grupo com a Super Cria Regenerativa.

9 de Fevereiro de 2026

Leia mais
O AGRO DIGITAL DE 2026: TENDÊNCIAS E OPORTUNIDADES

Como a sucessão familiar, a conectividade e a gestão baseada em dados estão transformando fazendas em empresas rurais de alta performance.

3 de Fevereiro de 2026

Leia mais